Somos heróis do Nada
e faz mais de século
que seguimos Sísifos,
órfãos
Como pode um homem
[terminar seu relatório
[sabendo que será devorado
[pelas escalas incompreensíveis
[do Mundo?
Talvez por ser vivo
emaranhe-se
por suas camadas
Eu quebro a pedra
recursivamente
até onde vão os meus olhos
pedras
Não há seixo
Não me lembra um ovo
Não me promete segredos
Não acalma a palma da minha mão
A pedra é coerente
mas nunca amou ninguém
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