quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Acabou a luz

Acabou a luz

Não vejo as mãos
e dissolvo um pouco

Será que é hora de humanizar?

Ninguém tem assunto;
mas então, a piada.

O tal do sorriso,
que agora escuto
com os olhos cerrados






terça-feira, 4 de junho de 2013

Coisas

A abelha e o pássaro
o cachorro e o vento
o cubo e o espaço
dentro do cubo

A moça sentada
janela aberta
um velho afastado
rua deserta

As coisas em som
em murros
sussurros
nos dedos da mão.




quarta-feira, 6 de março de 2013

eTerno

O novo quer já estar no velho,
mas o meio é insuportável.

Antes de novo, é volição
que já vê longe,
mas não encontra pedra,
caminho,
ou sentido
na razão.

Segue no mato;
disfarçado e perdido.
Enrijecendo o corpo
para não ser amaciado.




sábado, 16 de fevereiro de 2013

A caminho de Viseu

A câmera,  e o assunto pouco falado, encontram seu rosto sorrindo.

Uma cantiga prova a vida simples.

Vontades de raiz encontram-se no tempo roubado.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Vou-me embora em abstração

Vou-me embora em abstração.

Lá onde o ambiente é branco
e algumas cordas cinzas e pretas balançam,
entranhadas e seguras.

Me lançar além dos olhos,
acompanhando sem esforço
a melodia das conversas.

Sentir minha cabeça
como o peito de um primitivo
que, ao frear à sombra de uma grande árvore,
escapa da morte

Rumo a um mundo de som abafado:
o precipício da mente.